21 de fevereiro de 2012

Surreal

Parte II - Antes de tudo


Era sábado, pela manhã, minha mãe acordou meio euforica, ansiosa. Você ainda estava dormindo acordado, mas eu daria tudo para que dormisse somente um pouco mais. Simplesmente para poder confessar coisas e mais coisas, dizer palavras enquanto está inconsciente e não pode me escutar.


É. Geralmente eu faço isso. Constantemente. Até que neste dia, as coisas ficaram meio as avessas. Tive que deixar você cedo, e de uma hora para outra ocupar a mente com outras coisas. Assim não o foi. Então me pus a pensar em tudo que já passamos, e não foram sempre boas coisas, teve ótimos momentos e momentos tediosos (que ocupam  nosso tempo durante uma vez por mês), mas isto não quer dizer que é insignificante. Ao contrário, sempre que vai embora são eles que alegram. Acho que assim posso dizer, alegram.
Pensei, pensei em exatamente tudo. E a maior das nossas brigas passadas, é exatamente o passado de cada um. Provavelmente, ou não, você já deve ter notado, né?
Então é algo que eu não vejo porquê, são coisas banais que não mais envolvem. É exatamente por isso que temos que lembrar que estamos juntos agora. As coisas ruins e traumas devem ser deixados no meio da estrada se quisermos fazer com que o caminho seja sem desvios e com pouquinhas pedras, já que sou muito pequena e qualquer pedra me derruba. ): 
Trágico e dramático.
Mas é assim, meu amor. Peço que essa história do que passou, e repito isto também para mim, já aconteceu. E principalmente, aconteceu com pessoas diferentes. Desculpe-me?

Eu te amo.

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